27 pessoas ficam feridas após turbulência em voo da Aeroflot

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FILE PHOTO: An Aeroflot Boeing 777-300ER aircraft lands on a runway at Sheremetyevo International Airport outside Moscow, Russia, July 7, 2015. REUTERS/Maxim Shemetov/File Photo

Foto de capa: REUTERS/Maxim Shemetov/File Photo

Elas são invisíveis e não podem ser previstas por radares convencionais, mas têm a capacidade de ferir passageiros e danificar aviões.

São as turbulências de céu claro (CAT, na sigla em inglês), fenômeno que ocorre em céus azuis, limpos e aparentemente calmos, sem dar nenhum indício visual como as nuvens.

O voo SU 270, da companha aérea russa Aeroflot, que seguia de Moscou a Bangcoc, se deparou nesta segunda-feira com esse fenômeno, e o incidente deixou 27 pessoas feridas.

 

Embora ninguém corra risco de morte, vários passageiros sofreram fraturas e três passaram por cirurgia, afirmaram funcionários russos. Um passageiro disse ter sido “ejetado” até o teto e descreveu tremores que “não paravam”.

 

Como a turbulência ocorreu com bom tempo, a tripulação não conseguiu alertar os passageiros sobre o que estava por vir, disse a companhia aérea.

“Alguns passageiros estavam sem os cintos de segurança afivelados, daí as lesões”, afirmou a Aeroflot em nota.

Por que as CAT ocorrem?

As CAT ocorrem quando massas de ar que se movem em diversas velocidades se chocam. Não podem ser identificadas a olho nu nem com radares convencionais.

Esse choque de ventos gera fortes redemoinhos com dimensões que vão de centenas de quilômetros a centímetros, onde finalmente a energia turbulenta se dissipa, segundo o site especializado em aviação Hispaviación.

A turbulência de céu claro ocorre acima de 3 mil pés (cerca de 900 metros) e não está associada a nuvens convectivas (de grande extensão vertical), como cumulus e cumulonimbus.

Em entrevista ao canal Rússia 24, o piloto, Aleksandr Ruzov, disse que a turbulência foi “impossível de prever”, e que os efeitos mais intensos foram sentidos na parte traseira da aeronave.

Os pilotos costumam se valer de informes de outras aeronaves, transmitidos pelo controle aéreo, para manter um registro da ocorrência de CATs.

Imagens registradas com celulares dentro da cabine do avião mostraram pessoas nos corredores, pacotes de comida e outros itens no chão.

“Fomos lançados ao teto do avião, era praticamente impossível se segurar”, disse um passageiro à Rússia 24. “Parecia que o tremor não iria acabar e que simplesmente cairíamos.”

O incidente ocorreu cerca de 40 minutos antes de o Boeing 777 aterissar em Bangcoc, com 313 passageiros.

 

Segundo a embaixada da Rússia na Tailândia, 24 feridos são russos e três, tailandeses.

Ao todo, 15 pessoas, entre elas uma criança, foram internadas em hospitais de Bangcoc, informou a agência de notícias russa Interfax. Três pessoas precisaram passar por cirurgia, duas por múltiplas fraturas nas pernas e outra por costelas quebradas.

 

Metars:
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VTBS 302130Z 21003KT 170V230 9999 FEW020 SCT040 29/24 Q1010 NOSIG=
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VTBS 302030Z 20006KT 9999 FEW020 29/24 Q1009 NOSIG=
VTBS 302000Z 20005KT 180V240 9999 FEW020 29/24 Q1009 NOSIG=

 

 

 

 

(Foto: Reprodução/Instagram/Krlgstk)

 

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