23 anos de Boeing 777

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O Boeing 777 fez exatos 23 anos anos de operação no último dia 12/06, uma aeronave que trouxe muita inovação e quebrou recordes. É a maior aeronave bimotora do mundo, com capacidade de 314 a 550 passageiros, divididos de 1 a 3 classes. Confira conosco a história de uma lenda da aviação civil que completou mais um ano de operação e que diariamente carrega centenas de pessoas e toneladas de carga ao redor do mundo.

O projeto do Boeing 777 teve início em outubro de 1990, foi a primeira aeronave a adotar o sistema de controles fly-by-wire, aviônicos que permitem ser configurados por softwares,também foi pioneiro em ter um cockpit eletrônico e a usar fibra óptica nas conexões de aviônicos.

Seu desenvolvimento foi feito com auxílio de computação gráfica em 3D, cada desenho foi criado em um sistema tridimensional de software, conhecido como CATIA, proveniente da Dassault Systèmes e IBM. Isto permitiu que os engenheiros montassem uma aeronave virtual, na simulação, para verificar se há problemas e verificar se as milhares de peças se encaixariam corretamente.

 

 

A Boeing desenvolveu o seu próprio sistema de visualização de alta performance, o FlyThru, mais tarde chamado IVT (ferramenta de visualização integrada), para apoiar em larga escala as revisões do projeto de engenharia, ilustrações de produção e outros usos dos dados de CAD fora da engenharia, a Boeing, inicialmente, não estava convencida da confiabilidade do programa CATIA e construiu um mock-up, para verificar seus resultados. O teste foi tão bem sucedido, que mock-ups adicionais foram cancelados.

O 777 contou com a consultoria das oito maiores empresas aéreas do mundo na época (All Nippon Airways, American Airlines, British Airways, Cathay Pacific, Delta Air Lines, Japan Airlines, Qantas e United Airlines).

 

 

As companhias aéreas queriam uma fuselagem ainda maior, configurações de interior totalmente flexíveis e um custo operacional menor que o do 767. Os requisitos para os engenheiros da Boeing tornaram-se cada vez mais específicos e em 1988, a Boeing percebeu que a única solução plausível seria uma nova aeronave. A empresa optou pela configuração bimotor, desenvolvimento de motores novos e redução de custos. Em 8 de dezembro de 1989, a Boeing começou a receber pedidos para o 777, e isso ajudou a criar uma máquina que fosse resiliente e insuperável, por muito tempo. A partir do 777, a prática de convidar empresas aéreas para participar do desenvolvimento de projetos de aviões tornou-se comum no mercado.

Para acomodar a produção de seu novo avião, a Boeing dobrou o tamanho de sua fábrica de Everett, o que custou cerca de 1,5 bilhões de dólares para proporcionar maior espaço para duas novas linhas de montagem. Novas metodologias de produção foram desenvolvidas, incluindo uma máquina de torno, que poderia girar a fuselagem até 180°, dando aos trabalhadores acesso a seções superiores da fuselagem.

 

 

A montagem do primeiro 777 foi iniciada em 4 de janeiro de 1993. Até ao início da produção, a aeronave havia acumulado 118 pedidos, com opções por mais 95 provenientes de 10 companhias aéreas. O investimento total no programa foi estimado em mais de 4 bilhões de dólares provenientes da Boeing, com um adicional de 2 bilhões provenientes dos fornecedores.

Em 9 de abril de 1994, o primeiro 777, registrado como WA001, foi lançado em uma série de 15 cerimônias realizadas durante o dia para acomodar os 100 000 convidados. O primeiro voo ocorreu em 12 de junho de 1994. Isto marcou o início de um programa de testes de voo de 11 meses, os mais extensos em comparação com os modelos anteriores da Boeing.

Após um longo período de testes, no dia 7 de junho de 1995 o primeiro voo comercial do Boeing 777 decolou, operado pela United Airlines, na rota entre Londres e Washington. O prefixo da aeronave era N777UA.

 

 

Em 1996, o projeto do 777 foi premiado como um dos mais revolucionários da indústria aeronáutica em todos os tempos pelo Museu Aeroespacial do Instituto Smithsonian, dos Estados Unidos. E hoje em dia a aeronave continua sendo o maior jato bimotor do mundo em comprimento, com 73,9 metros (versão -300) e seu motor é, em diâmetro, o maior de toda a indústria aeronáutica, com 3,4 metros e continua sendo o wide-body mais vendido do mundo. Até maio de 2017, um total de  1.911 aviões ja haviam sido encomendados e 1.490 já foram entregues. A maior frota do mundo de 777s é da Emirates, com 161 aeronaves.

O  777 em sua versão -200LR é a aeronave de maior alcance do mundo, capaz de voar mais do que meia volta ao mundo. O evento aconteceu em 2005, quando um LR voou entre Hong Kong e Londres sem escalas, cumprindo 21.601 km em 22 horas e 42 minutos de voo. 

 

 

Em outubro de 2003, entrou para os livros de história quando atingiu o maior nível em certificação ETOPS de todos os tempos, voando cinco horas e meia com um de seus motores desligado. O motor é, até hoje, o maior e mais potente da aviação comercial.

Além das marcas históricas, é também considerado um dos mais seguros jatos do mundo. Em sua história de 23 anos, são apenas três acidentes com vítimas fatais, sendo todos eles causados por ações humanas e nenhum por erros de projeto.

 

 

 

 

Fontes: Boeing, Wikipedia.

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