Companhia aérea israelense El Al foi proibida de pedir às mulheres que mudassem de assento

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A companhia aérea israelense El Al foi proibida de pedir às mulheres que mudassem de assento se os homens judeus ultra-ortodoxos se opuserem a sentar-se ao lado deles, afirmou um tribunal.

A passageira Renee Rabinowitz, de 80 anos, levou ao tribunal um caso de danos morais contra a companhia aérea, depois que ela foi convidada para que se retirasse de seu assento e escolhesse outro. O Tribunal de Magistrados de Jerusalém disse que tais pedidos infringem as leis de discriminação, entretanto a e companhia aérea diz que nunca pressiona os passageiros para trocar os assentos.

Rabinowitz, uma sobrevivente do Holocausto, estava viajando de Newark nos EUA para Tel Aviv em 2015, quando o comissário de bordo fez o pedido. Ela disse que se sentiu “humilhada”. Muitos homens estritamente ortodoxos evitam acidentalmente tocar mulheres além de suas esposas, a fim de evitar a atração extra-conjugal, um conceito na lei judaica conhecido como negiah.

O grupo de direitos civis Israel Religious Action Center (IRAC), que representava a Sra. Rabinowitz no caso, afirmou que a o ganho de causa foi “uma grande vitória” numa “longa batalha contra a segregação de gênero na esfera pública”. Solicitações semelhantes de swaps de assentos têm causado problemas e atrasos nas lutas, de acordo com The Jerusalem Post, “devido à recusa de tais homens para se sentarem antes da decolagem”. A decisão “encerra um alvoroço de anos sobre a política liderada por grupos de direitos humanos que dizem que é discriminatório”, afirmou.

A empresa El Al argumentou no tribunal que se opõe a qualquer forma de discriminação contra passageiros, disse The Times of Israel. O tribunal ordenou a El Al informar a equipe de que tais pedidos são ilegais e também concedeu a Ms. Rabinowitz uma indenização no valor de 6.500 shekels (aproximadamente U$$ $ 1.800) referentes aos danos morais que a empresa lhe causou. “Estou emocionada porque o juiz entendeu o problema”, disse ela ao New York Times. “Ele percebeu que não era uma questão de dinheiro, eles atribuíram uma quantia muito pequena, mas ele percebeu que é uma questão de El Al mudar sua política e é o que eles pediram para fazer”.

Tradução feita por Aviação sem Noção

Fonte: BBC

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