Boeing e Embraer confirmam negociações de possível fusão

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As fabricantes de aeronaves Embraer, (BR) e Boeing (EUA) confirmaram que estão negociando uma possível fusão após o jornal americano “Wall Street Journal” ter divulgado esta informação no início da tarde desta quinta-feira (21/12/2017).

A união entre as empresas irá criar uma nova gigante global de aviação, com forte atuação nos segmentos de longa distância (Boeing) e na aviação regional e executiva (Embraer), e será capaz de bater de frente a uma união similar entre seus maiores concorrentes, Airbus e Bombardier.

As empresas confirmaram hoje em nota conjunta que ambas estão em processo de tratativas em relação a uma um possível potencial para combinação de seus negócios. “Não existe garantia de que qualquer transação resultará dessas discussões. Mesmo com o acordo de fusão, ele ainda precisará do aval de autoridades brasileiras e americanas. Tanto a Boeing quanto a Embraer não pretendem fazer comentários adicionais sobre essas discussões”, informaram Boeing e Embraer em comunicado conjunto.

De acordo com o jornal americano, as empresas aguardam a posição do governo brasileiro sobre o negócio. União possui uma ação de classe especial, conhecida como “Golden share”, ela dá poder de veto do governo em decisões estratégicas da Embraer.

O Golden share foi concedido ao governo devido a Embraer ter sido estatal e diretamente vinculada ao ministério da aeronáutica, após quase fechar as portas devido a péssima gestão e pela empresa ter se tornada um “cabide de empregos” a Embraer acabou sendo leiloada durante o governo de Itamar Franco, e passou por um longo processo de reestruturação.

O presidente Michel Temer anunciou que em sua gestão a Embraer não será vendida e/ou terá transferência de controle de acionário. O Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região também manifestou e disse em nota que repudia a possibilidade de compra da empresa pela Boeing e pede que o governo faça uso de seu poder de veto e impeça o negócio.

Vale relembrar que em setembro deste ano, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, consultou o Tribunal de Contas da União (TCU) sobre como o governo poderia se livrar das “golden share” em ex-estatais, como, por exemplo, Embraer e Vale.

Fontes: G1, Estado de Minas e The Wall Street Journal

 

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