Ex jogador do Santos desiste do futebol e vira piloto de avião

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Antonio Fernando Remiro Barroso, ex jogador do Santos Nando, entusiasta da aviação sempre dedicou muito tempo com simuladores de voo, com uma meta, a de um dia pilotar ele dedicou tempo e dinheiro para realizar seu sonho.

Ex goleiro reserva do Santos, que chegou em 1986 aos 13 anos, saiu em 2000 após passar 4 anos como reserva nos profissionais, mesmo sendo chamado de louco desistiu de ficar no time do Santos, por mais que ele recebesse um bom salário não foi o suficiente para Nando, que não estava satisfeito em ficar apenas sentado no banco, e para ele, ficar “acomodado” na reserva não estava em seus planos sua vida e carreira profissional.

 

Após algum tempo ele foi titular em alguns times como Independente de Limeira, CRB, São Jose entre outros, mas sempre com dúvidas se queria continuar a carreira, estava sempre sondado pela incerteza de ficar sem emprego e ter de que procurar um novo clube para atuar a cada 6 meses.

Em Limeira foi onde tudo mudou, antes de chegar para um treino eis que avisou um outdoor com a seguinte frase: “Venha ser Piloto.”

Porque não? O seu irmão se tornou piloto com 17 anos, o seu pai Eros, era um amante da aviação, e quando criança Nando e sua família em inúmeros finais de semana frequentava aeroclubes no interior de São Paulo. Com a paixão em voar. Em viagens quando atuava pelo Santos, sempre torcia por um overbooking para poder viajar no Jump Seat.

Nando acabou se matriculando e fazendo o curso teórico, mas acabou perdendo muitas aulas devido as suas partidas a noite, a prova final havia sido marcado para um sábado, e ele tinha jogo pela Independente, já estava decidido que não iria comparecer para fazer o exame, mas na quarta-feira da semana anterior ele acabou fraturando um osso no rosto, e foi afastado por mais de 30 dias, e com isso acabou indo fazer a prova, no qual ele foi o único aprovado em sua turma de primeira.

 

Entusiasmado Nando abraçou a causa, fez Ciências Aeronáuticas em Uberaba, Minas Gerais, e o futebol acabou se tornando um hobbie.

Após checar suas carteiras Nando acabou se mudando para o interior do Amazonas, pilotando monomotores para ganhar as tão almejadas horas de voo, como no futebol, teve de que começar provando que era bom e merecia estar pilotando a aeronave, foi um longo caminho até conseguir chegar em uma grande companhia aérea, e completou dizendo que pilotar um avião foi uma sensação maravilhosa, por mais que houvesse mistura de medo com emoção, era como um goleiro prestes a defender um pênalti.

 

Atualmente Nando trabalha na LATAM, esta lá desde 2010 e atua como comandante em rotas nacionais e rotas internacionais na América do Sul.

 

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