Crise? Alitalia pode demitir mais de 2000 funcionários

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A companhia aérea Alitalia está desesperada pretendendo aplicar seu novo plano de reestruturação no qual prevê cortar cerca de 16% de seus funcionários, o que levaria a demissão de 2037 pessoas, além de reduzir os salários de tripulantes em até um terço (33%), como uma última tentativa de tornar a companhia aérea novamente rentável.

A principal companhia aérea italiana, obteve apenas algumas vezes em seus 70 anos de história um lucro anual aceitável, sempre ficou entre o vermelho ou no “0x0”, entretanto agora a Alitalia está em uma corrida contra o tempo em busca de apoio sindical para seu mais recente plano de retomar os lucros, procurando desbloquear financiamento e evitar ter que parar sua frota.

Entretanto, os sindicatos convocaram uma greve de 24 horas no dia 5 de abril, após discussões com a administração da Alitalia. O plano da empresa inclui o corte de 2037 empregos, de um total de 12500 funcionários, trata-se de uma redução drástica de efetivo na companhia aérea.

“Este não é apenas um plano para recuperar a empresa, mas trata-se de um exercício de redução de custos”, afirmou Emiliano Fiorentino, secretário nacional do sindicato Filt-Cisl. “É um plano de sobrevivência e não é aceitável pelos funcionários.”

Segundo o plano, os comissários de bordo poderiam ter seu salário cortado em até 32%, enquanto os pilotos sofreriam redução de 22 a 28%, afirmou o sindicato. Além dos cortes nos salários, os sindicato teme que os cortes também possam afetar os tripulantes da companhia.

 

Apesar de inúmeras revisões e injeções de dinheiro ao longo dos anos, a Alitalia está perdendo no mínimo 500 mil euros por dia e pode ficar sem dinheiro no caixa em questão de semanas, a menos que os acionistas da companhia concordem em gastar mais dinheiro.

A Alitalia, possui 49% de participação da Etihad Airways, disse esta semana que espera voltar ao lucro até o final de 2019, somente se for possível o corte de custos estimado em 1 bilhão de euros nos próximos três anos, além de uma remodelação do seu modelo de gestão para voos de curta e média duração.

 

Fonte: Reuters

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