10 anos que a Gol comprou a Varig

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28/03/2007, foi a data em que a Gol Linhas Aéreas Inteligentes comprou a Varig, um dos maiores negócios já realizados na história da aviação civil brasileira.

 

A crise na Varig atingiu a sua operação partir de 2003. A empresa não pagava o arrendamento das aeronaves e teve sua frota confiscada aos poucos. Em 2005, a empresa não tinha caixa nem crédito para consertos de rotina na frota e seus aviões paravam por qualquer falta de peça. Sem dinheiro para operar, a Varig entrou com pedido de recuperação judicial em junho de 2005. Foi o primeiro grande caso da lei de recuperação judicial editada um ano antes para substituir a lei de concordata e tentar evitar a falência das empresas brasileiras.

A compra da Varig foi uma decisão perigosa e ao mesmo tempo interessante para a Gol, uma companhia aérea com apenas 6 anos de existência no mercado brasileiro, tendo em vista que a fundação da Gol foi em 2001, com a missão de trazer o sistema Low-Cost, um serviço que ainda não estava disponível no Brasil.

Na época que a Gol anunciou a compra da Varig o real interesse da empresa era em avançar no exterior com nome Varig, tendo em vista que já haviam rotas autorizadas e a empresa sempre teve uma boa imagem no exterior.

A Varig, operava com 17 aeronaves e voava para 18 destinos nacionais e internacionais, com a compra, a Gol Linhas Aéreas teria sua frota seria dobrada, com modelos Boeing 737 e 767 usados. Após alguns meses da compra, os Boeing 767 entraram em operação para retomar as linhas internacionais da Varig. Entretanto pela idade da aeronave, custos operacionais e interior em estado precário o 767 não foi bem aceito pelo mercado. A compra da Varig não foi um bom negócio para a Gol”, disse Nelson Riet, especialista em aviação e ex-diretor de operações da Varig. O presidente da Gol no ano seguinte assumiu o erro da escolha da aeronave e anunciou o fim das rotas alegando prejuízo a empresa.

O mercado brasileiro obteve um crescimento positivo na aviação devido a redução de custos tornado o transporte aéreo mais acessível a classes mais baixas, as empresas brigavam entre si com o conceito de dar acessibilidade ao transporte aéreo, e deixaram de visar apenas o mercado de luxo da aviação, com isso a Gol acabou não vendo espaço mais para a marca Varig na aviação e o seu padrão de serviços no mercado brasileiro, com isso foi decidido encerrar as operações com o nome da Varig.

A Varig deixou seu legado com a Gol, pois a companhia conseguiu mais slots nos aeroportos de maior importância do país, como Congonhas e também ficou com o Smiles, o programa de fidelidade da Varig.

O programa de milhas da Varig chamado Smiles foi um programa de fidelidade criado em 1994 e foi vendido junto com a Varig para a Gol, em 2007. Na época em que o negócio foi fechado, o Smiles era visto como um enorme passivo da empresa. atualmente o Smiles é uma empresa independente e vale quatro vezes mais que a Gol.

O Smiles deu para a Gol uma carta com aproximadamente 5 milhões de clientes cadastrados. Suas milhas eram vista como um passivo, ja que eles tinham o direito de voar de “graça”, e como as milhas não eram provenientes da Gol, e sim da antiga Varig, houve a preocupação de entrar num poço sem fundo. A estratégia da Gol foi deixar as milhas vencerem. “Isso foi um erro, pois muita gente foi embora do programa e custou para voltar com receio de perder as milhas novamente. Hoje a visão do programa Smiles é diferente, pois o foco é que o cliente use suas milhas e valorize o programa”.

Sem dúvidas uma empresa que deixou saudades da época de glória da aviação brasileira, e também, devemos ressaltar que a Varig foi a única companhia aérea brasileira que foi eleita a melhor do mundo

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